Abóboras ao Vento

The Lovecats

Eu devia ter mais ou menos 5 anos de idade e morava em uma casa com um belo jardim. Era uma menininha curiosa que gostava de ficar observando o mundo lá fora (onde certamente uma criança daquele tamanho não poderia ficar perambulando sozinha – por mais que quisesse). Ocorreu-me agora a lembrança de certa vez que eu, com essa idade, informei a minha mãe que iria morar sozinha. Mas essa é outra estória, para outro dia... Vamos à estória de hoje!

Um dia estava na janela e o vi passando apressado no meio das plantas. Ele era pequenininho, laranja e parecia estar perdido e com fome. Enquanto eu, mal acreditava no que tinha acabado de ver. Ansiosa, desci as escadas correndo e fui ao encontro dele.

Definitivamente, ele estava perdido e parecia estar em apuros. Chamei por diversos nomes (que uma menina de 5 anos poderia saber), mas ele não atendeu a nenhum. Vai ver era porque ele não tinha nome. Ou porque não falava a língua dos humanos. Ademais, eu sabia que tinha que pegá-lo antes que ele fugisse e então fui ágil. Dei a volta por trás e o peguei no colo de uma vez.

No momento que o abracei, eu o quis para mim. Eu faria tudo que estivesse ao meu alcance para que ele fosse meu. Então, comecei a tomar todas as providências para isso. Primeiro, ele precisava comer. Peguei um pirex do meu kit de panelinhas de brinquedo e pedi um pouco de leite para Eva, a moça que até então trabalhava lá em casa. Segundo, ele precisava de uma cama. Peguei o berço rosa enorme que havia vindo com a minha boneca Mommy (tinha até mosqueteiro). Terceiro, ele precisava ficar em um lugar na casa em que o pincher não tivesse acesso... E esse lugar era a garagem. Quarto, ele precisava de amiguinhos e era muito pequenininho para ficar sozinho. Escolhi dois ursinhos de pelúcia para que fizessem companhia a ele.

Todos os dias, eu acordava cedo, entusiasmada e logo corria para garagem. Passava as tardes todas lá e quando anoitecia, precisavam me mandar ir para dentro. Ele já não estava medroso como antes, brincava comigo e gostava muito de leitinho. Porém, um dia acordei e não o encontrei. Meu coração se partiu em mil pedacinhos. E eu chorei por causa do gatinho laranja.

Daí então, nunca mais quis saber de gatos. Anos e mais anos se passaram. Eu já não era uma criança e ele apareceu para mim. Ali, em um lugar novo, onde estava meio perdida, e onde ele, às vezes, também parecia meio perdido. Ele era a pessoa (ou gato?) mais engraçada que conheci. E quando ele sorriu, eu soube, e o quis para mim. Porque quando ele me beija, quando ele me beija, nem o infinito cabe ali para definir. Quando ele me abraça, quando ele abraça... Não tenho nem palavras para transcrever aqui! A cada dia que passa, eu vicio mais. Fico feliz só de pensar na lembrança dele e corro entusiasmada, só para vê-lo. Ele sabe que farei o que estiver ao meu alcance para fazê-lo feliz. Ah, como o outro gatinho, ele também é laranja. Mas para minha sorte, esse gato nunca foi embora, nem partiu meu coração em pedacinhos.

Feliz dia dos namorados. <3

Sim, meio atrasado, mas ainda está valendo. Continuo na correria. Sem tempo para nada mesmo, queridos. Esse post tem a ver com aqueles com contos que eu escrevi inspirada em um sonho que eu tive que eu e o meu namorado poderíamos virar gatos. Se não leram, cliquem aqui, aqui e aqui.

Mas enfim, o texto de hoje tem dois objetivos: não deixar que o Dia dos Namorados passasse em branco e também para apresentar o novo mascote do Abóboras ao Vento, que eu ganhei do meu amigo Márcio do Charges do Diemer! (recomendo muito o blog do cara, além de desenhar muito bem, ele tem sacadas geniais). Na verdade, ele fez dois desenhos e amei muito os dois. É o desenho da menininha caçando a abóbora voadora e o mascote vocês podem conferir aí embaixo.

Além disso, o Márcio vai premiar com caricaturas ou mascotes, duas pessoas que trazerem mais seguidores para o blog dele. Vai até o dia dia 26/06. Corram para participar. Cliquem aqui e saibam mais. Ah, a propósito, obrigada, Márcio! Postei! Eu tardo, mas não falho. ;-)

Ah! Qual o nome vocês dariam ao gatinho? Sugestões, pls! No próximo post eu faço uma enquete com os nomes que vocês sugerirem.


No mais, so long, galera. Beijos!



Stuck on Repeat - Little Boots

Sorry I'm Late



É impressionante quando estamos atrasados e acontecem mil e uma coisas que nos atrapalham ainda mais a chegar ao nosso destino. É mais ou menos isso o enredo deste incrível curta em stop-motion, que foi filmado inteiro no chão de um ginásio. A direção é do inglês Tomas Mankovsky.




Aqui vocês podem dar uma espiada no making of.


E aguardem que em breve o Abóboras terá novidades.
Estou ocupadíssima por esses dias, aliás,
bem que o dia poderia ter 48 horas...
Queria ter mais tempo para visitar os blogamigos!

Docinhos de Abóboras para vocês!
Beijos da Ruiva! ;*





Ashes to ashes - David Bowie

Querido U


Achei müito criativö e pertinente. Esta é a versão animada do conto de Reginaldo Pujol Filho, que foi publicado no Jornal da Capital e na revista Arte & Letra. O vídeo foi produzido pelo Estúdio Makako de Porto Alegre. Espero que gostem.




O que acharam do vídeo? Ai, essa reforma ortográfica. Pra que complicar tudo?

Eu sei que estou em falta com o Abóboras ao Vento e com os blogamigos. Prometo visitar todos vocês aos poucos. Em breve teremos novidades por aqui. Aguardem... E saudades! Beijos, queridos!



Curdoroy - Pearl Jam

As 10 piores mães do cinema

Elas nos carregaram por nove meses, cuidaram, amaram e sempre tiveram paciência de sobra conosco. Domingo é o dia delas. Então, vou aproveitar a deixa e postar aqui no Abóboras ao Vento, uma lista de filmes, não com as melhores, mas sim com as 10 piores mamães da sétima arte.


10 - Kate Baker de "12 é demais" (Bonnie Hunt)



Parece que ela nunca ouviu falar de anticoncepcional. Mas o que realmente acontece é que Kate queria povoar o mundo - ela mesma. Porém, é impossível dar a atenção necessária a todos os doze filhos, o que aumenta as chances de pelo menos cinco deles se tornarem adultos problemáticos. Sem dúvida, Jolie, Madonna e a mãe dos óctuplos devem ter se inspirado no filme e no útero descontrolado de Kate.

Mas a gente dá um desconto... Já que o filho (homem) mais velho dela é nada mais nada menos que Clark Kent, o "Último Filho de Krypton".


9 - Jennifer Grogan de "Marley e eu" (Jennifer Aniston)


Jennifer usa um cachorro para substituir um filho. Mas quando ela tem os seus bebês e uma crise de estresse, ela trata Marley com desdém: "tire esse vira-lata de perto de mim". Seria depressão pós-parto?

Mas a gente dá um desconto... Porque ela deixa Marley ficar. E ela sempre será a Rachel.


8 - Viola Fields de "A sogra" (Jane Fonda)


Viola é extremamente ciumenta, possessiva, neurótica e diabólica. Qualquer mãe que tenha essa relação obsessiva com o filho é no mínimo, um caso curioso para ser estudado e explicado por teorias Freudianas... Além de excelentes pautas de programas sensacionalistas como Márcia e Casos de Família.

Mas a gente dá um desconto... Já que ela havia deixado o seu emprego de âncora, estava carente e triste (eu acho) e deve ter sido difícil para o seu ego ter a Jennifer Lopes como nora.


7 - Fada Madrinha de "Shrek 2" (Jennifer Saunders)



Esta Fada não tem nada de boazinha e não tornará os seus sonhos em realidade. Pelo contrário: oportunista, gananciosa e chantagista, usa o filho em seus planos para obter riqueza e status. Além disso, educou seu filho de forma que ele valorize apenas a beleza exterior, tornando-o fútil e superficial.

Mas a gente dá um desconto... Porque ela faz isso pensando no futuro de seu filho Encantado. Bem, mais uma vez, é o que eu acho.


6 - Linda Gardner de "À procura da felicidade" (Thandie Newton)




Sim, nós sabemos que problemas financeiros são horríveis. Mas Linda não precisava ter ido embora e largado seu marido e seu filho pequeno. Pobre Will Smith. Só e com tantos problemas. Mas ele e o pequeno Cristopher seguiram adiante e conseguiram se reerguer. O que mais Will Smith precisa fazer para provar que é um bom homem?


Mas a gente dá um desconto... Já que se ela não tivesse ido embora, o filme não teria graça nenhuma.


5 - Rachel Flax de "Minha mãe é uma sereia" (Cher)



Estilo totalmente inapropriado, vulgar (e brega) para uma mãe, tendências nômades e emocionamente instável, Rachel com seu modo de ser acabava por confundir a cabeça de sua filha mais velha. O fazia tanto que a garota apesar de judia, queria se tornar freira.

Mas a gente dá um desconto... Porque ela é a Cher e a música "Shoop Shoop Song" do filme é bem legal.


4 - Katie Bueller de "Curtindo a vida adoidado" (Cindy Pickett)



As suas hablididades como mãe são questionáveis. Ela claramente prefere seu filho Ferris a sua filha Jeanne. Além disso, Katie não vê as palhaçadas e aprontações do filho nem que se estivessem na sua cara. Tem mãe que é cega.


Mas a gente dá um desconto... Porque até eu prefiro o Ferris.


3 - Kate McCallister de "Esqueceram de mim 1 e 2" (Catherine O'Hara)




Tudo bem esquecer a escova de dente, o remédio, o vovô e até trancar a porta da frente e desligar o gás. O que é imperdoável é esquecer um filho (mesmo ele sendo um Culkin), não apenas uma, mas duas vezes! Kate premeditou tudo pois queria passar as férias longe de seu filho Kevin.

Mas a gente dá um desconto... Porque ela fez de tudo para voltar e encontrar o garoto.


2 - Sra. Lift ou 'Momma' de "Jogue a mamãe do trem" (Anne Ramsey)


Não tem nada mais chato do que uma pessoa falando o dia inteiro na sua cabeça e dizendo que você não presta. Pior ainda quando é sua mãe.
A Sra. Lift é uma verdadeira megera. Grita, xinga e abusa da boa vontade de seu filho Owen, tratando-o como um escravo.

Mas a gente dá um desconto... Porque ela torna o filme cômico e faz dele um clássico.



1 - Margaret White de "Carrie, a estranha" (Piper Laurie)



Carrie incediou o ginásio e matou centenas de pessoas. E daí? Com uma mãe como a dela, tudo isso se torna compreensível. Margaret era uma fanática religiosa, que se entregou aos prazeres da carne e então teve Carrie. Sentindo-se culpada, a moça doida punia sua filha constantemente, mandando-a rezar no armário. Margaret também vivia em um mundo alheio da realidade, pois dizia que a menstruação de Carrie era porque a menina pecava.

Mas a gente dá um desconto... Bom, nesse caso não tem desconto. Ela não assumiu seus erros, era alienada e só piorou as coisas e no final ainda morreu meio como santa.


E vocês, lembram de alguma mãe malévola de algum filme?
No mais, feliz dia das mães para todas as mamães.
Beijinhos e doce de abóboras! :-)





Don't look back in anger - Oasis



Felicidade em caixas [More]


"More" é um curta dirigido por Mark Osborne e foi indicado ao Oscar na categoria de melhor curta de animação em 1999. O vídeo não levou a estatueta, mas foi exibido em mais de 150 festivais pelo mundo afora. Também foi a primeira animação em IMAX (uma tecnologia de imagem máxima; com o formato de maior tamanho e capacidade de resolução mais clara do que o padrão) a concorrer o Oscar.

O curta conta a história de um inventor solitário, cuja existência é alegrada apenas pelas lembranças felizes e sem preocupação de sua juventude. Durante o dia, ele está preso a um emprego desumano em um mundo triste e sem esperanças. Mas à noite, ele trabalha em sua invenção visionária, desesperado para transformar sua inspiração em algo grandioso.

Quando terminada a invenção, ela muda a forma que as pessoas vêem o mundo. Mas... Bom, vou deixar vocês assistirem. Alguns dizem que este é um dos melhores curtas de todos os tempos. Eu não diria tanto, mas ele está no mesmo nível do "La Maison en Petits Cubes". Assistam e me contem o que acharam.




Para mais informações sobre o curta e sobre o diretor Mark Osborne, cliquem aqui.

Muito obrigada pelos votos de melhora, meus queridos. Não é brônquite, é rinite e sinusite. Esses "ites" da vida são muito chatos. Atrapalham um tanto. Docinhos de abóboras para vocês que passam aqui no Abóboras ao Vento. :)



Spoilin' for a fight - AC/DC

 
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